quarta-feira, 18 de maio de 2011

Pessoas

As pessoas cantam
Há pessoas que olham nos olhos, outras não.
As pessoas sentam-se no banco do comboio e há quem não olhe à volta.
Enquanto isto, olham-se a sí proprias e às suas vidas.
As pessoas cantam.
As pessoas pensam nas suas alegrias.
Pensam nos seus problemas.
Pensam no que vão dizer.
As pessoas cantam.
As pessoas meditam.
E pensam !
As pessoas vivem numa casa.
As pessoas trabalham.
E pensam.
Pensam em sí.
Pensam nos outros.
Pensam em nós.
As pessoas cantam.
As pessoas pensam no amor.
As pessoas choram.
Choram pelo quê?
As pessoas pensam no sentido das suas vidas?
Não, mas pensam a fundo no sentido das suas vidas?
Sei que as pessoas cantam.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

"A vida é uma coisa, o amor é outra"

"O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão... de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.

Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em “diálogo”. O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam “praticamente” apaixonadas.

Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do “tá bem, tudo bem”, tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?

O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida,o nosso “dá lá um jeitinho sentimental”. Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar.

O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A “vidinha” é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.

O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha – é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também.”

Miguel Esteves Cardoso

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

palavras


Eu não escrevo pr'a ninguém
E nem prá fazer música
E nem pr'a preenche o branco dessa pagina

Eu me entendo escrevendo
E vejo tudo sem vaidade
Só tem eu e esse branco
Ele me mostra o que eu não sei

E me faz ver, o que não tem palavras
Por mais que eu tente
São só palavras
Por mais que eu me martire
São só palavras

Mariana Aydar - Palavras

sábado, 18 de dezembro de 2010

Experiências mudam-me !

Tens de acreditar inclui o que eu acredito. O que eu acredito é feito por aquilo que vivo.
Lembro-me de chegar ao aeroporto de Shipol sem pensamentos de como seriam os próximos meses. Apenas ocupavam a minha cabeça: onde irei dormir? como vou chegar à escola? ...?
O que se pessou entre esses dias e hoje, são inumeras estórias que de alguma forma mudaram-me.
Cresci provavelmente à mesma proporcionalidade que crescia quando era criança.
Em termos nús e crús basicamente estive 4 meses num ambiente de inicio desconhecido. Com pessoas de todas as partes do mundo. Por minha conta. Estes são os ingredientes para uma experiência indescritivel !
Simples :)
Não sei dizer em que mudei, não sei descrever o que vivi, não consigo estruturar o que aprendi.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Social Media

It's terrifying when we think about social media, and even more if you think how is it going to be in the future. Right now there's Facebook, at the moment the big social network, some people say that Facebook is becoming the biggest country in the world !

People can know everything about people. There's so many information published every day, and people publishes so much about themselves, that they don't even realize it. I make part of that also !

Is it possible, that this social network can store data about all the people and use it? Like, those movies or stories about future, when everyone knows everything about you just by checking your number (yes, because everyone will have a number according to the telling).

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Today I learned

.. That Bhutan is the only country in the world that, in the GDP (ou PIB em português), include the happiness of their inhabitants :D

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Happy Diwali

Today I'm going to celebrate Diwali. Already light my candle, to burn the bad things and show me the good ones !

Happy Diwali

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Relationships

Read things its one good way to learn. I'm not the kind of person who reads everyday. But for school, I have to ! Usually, after reading something, I keep the information "in the back of my head" and after some days or weeks I think about it again. Most of the times, the deadline to apply that information has passed, but most of the times, it makes more sense than in the beginning.

In this case, I confirmed something that I read, in real life !
Some people are friendly and helpful hoping that if they need something, you can help them that time.

Some people are friendly and helpful, hoping nothing in return.

The nice thing to know, is that you help without demanding nothing in return, and somehow that person helps you without you asking for.

Maybe that's Karma :)

(This are the firsts posts in English that I write, I'm not that good, but if you find something really funny, confusing or wrong here, please tell me - that way I can improve=)

domingo, 17 de outubro de 2010

What I learned today


In Finland there are Aurora Borealis !

Specially in the north ! (Ya, it's cold up there, but you can see it inside of your home)






During the summer nights look like this.
It's called the midnight sun. Basically, it's like sunset "forever".






I just discovered that Finland it's a nice place to go ! It's cold and they eat reindeer ... But besides that it has this magical things happening, and definitely is a place where nature speaks louder than man.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Para quem se encontra na tuga

Aqui deixo uma sugestão, se tiveres livros que tão na prateleira a apanhar pó, aproveita e ajuda alguém que tem a prateleira cheia de pó e vazia de livros!

Dá uma olhadela aqui

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Sol

Adoro o Sol.

Faz-me setir cheia de energia. Muda o espírito das pessoas. É simplesmente mágico!

Certas teorias dizem, que a base da maioria das religiões no mundo é a história do Sol. Verdade ou não, o Sol é mais que um astro, é energia, vida, alegria!

sexta-feira, 11 de junho de 2010

essência - back to originals


Viagem, viagem da mente, viagem da minha imaginação, viagem da alma. É uma viagem em que me encontro. Viagem que me faz lembrar e sonhar.
Um momento mágico que mistura tudo na mesma tigela. Tudo e todos! Onde somos irmãos e brincamos com as diferenças de cada um. Ficamos felizes por isso e anuncia-mo-lo com orgulho. Somos mais ricos assim. Viagem de regresso. De regresso a casa, à nossa casa e à nossa mãe. A mãe de todos nós. Passamos demasiado tempo longe.
Na nossa casa somos sorridentes... cúmplices e por isso verdadeiros uns com os outros. Saltamos, voamos, acreditamos...
Obrigado por esta viagem de regresso. Onde todos os seres bailam.
Back to originals.

EM

sábado, 22 de maio de 2010

Diversidade

A diferença existe! Não somos todos iguais, não só pelas mil e uma características que a sociedade disponibiliza para nós (capacidade monetária; religião; partido politico; profissão; etc…) mas também pelas características que nos são atribuídas quando nascemos, como sermos um tigre; uma ovelha; um suricata; um ser humano; etc.

O simples facto de termos nascido ricos leva-nos ao direito de nos acharmos superiores aos outros? A palavra sublinhada pode ser substituída por inúmeras características: presidente, comunistas, brancos, judeus, seres humanos, do FCP, cães, capitalistas, formigas, etc. etc.

De facto não sabemos o que nos leva a nascer morenos ou marmotas, altos ou andorinhas. Vamos admitir que é aleatório (sendo menos abstracta: imaginemos que estamos todos numa nuvem antes sequer de a nossa futura progenitora engravidar, tirando uma rifa à sorte, irá calhar-nos a mãe urso ou a mãe hindu, etc.)

Se assim o é, antes de nascermos existe a probabilidade de virmos a ser tantas coisas como as que existem no mundo. Volto a questionar, então porque por vezes nos julgamos superiores? De facto, existe qualquer coisa, a que chamam instinto, que nos leva a ter de seguir um conjunto de acções, como é comer por exemplo. Pegando neste exemplo, temos de "caçar" (vamos universalizar o termo), terminando com a vida de outro ser para podermos sobreviver – é legítimo, chamam-no de a lei da sobrevivência. Mas quando não precisamos de matar para sobreviver, o que nos leva a continuar a faze-lo? O que nos leva a afastarmo-nos, rejeitar, hostilizar ou até mal tratar o outro, quando de facto o nosso instinto não nos chama?

Imagens valem mais que mil palavras:



Porque nos abstemos de mimar o outro;








Abraçar






Lutar por algo que ambos queremos





ajudar o outro







Partilhar a rotina mais básica







Porque nos abstemos de isto tudo, apenas por não sermos semelhante?

EM

sábado, 24 de abril de 2010

Cem

- Sem preconceito;
- Sem vergonha;
- Sem coerência;
- Sem lógica;
- Sem obrigação;
- Sem maldade;
- Sem prever;
- Sem racismo;
- Sem ordem;
- Sem relevância;
- Sem horas;
- Sem calar;
- Sem falar;
- Sem deixar de provar;
- Sem fazer barulho;
- Sem ter atenção ao barulho;
- Sem querer;
- Sem evitar rir;
- Sem tirar a cabeça da lua;
- Sem por os pés no chão;
- Sem mãos;
- Sem pressas;
- Sem stress;
- Sem poluir;
- Sem deixar vestígios;
- Sem volta;
- Sem alternativa;
- Sem açúcar?
- Sem ficar quieta;
- Sem sair de casa;
- Sem lei;
- Sem voltar a casa;
- Sem medo de dançar;
- ou só Sem medo;
- Sem ordem;
- Sem limites;
- Sem tempo;
- Sem vontade de ir;
- Sem vontade de ficar;
- Sem ...

VIVA O POST 100

terça-feira, 16 de março de 2010

E se encolhessem a tua casa??



Podemos pensar que certos efeitos que estão a acontecer na Terra são normais e que acontecem todos os milénios. No entanto, não acham triste no futuro não podermos ver certas espécies de animais? Provavelmente daqui a uns anos vamos estar a contar aos nossos netos que havia uma espécie de rato gigante branco no pólo norte... e será uma realidade tão distante como a que os nossos avós nos contam de como quando não havia Internet ou electricidade e nós pensamos que não conseguiríamos viver dessa maneira!

quarta-feira, 3 de março de 2010

porcos espinhos

Este texto não é da minha autoria, foi um email que a minha mãe me enviou, daqueles mails que o pessoal envia uns aos outros, ora aqui vai:

"Durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio. Os porcos-espinhos, percebendo a situação, resolveram juntar-se em grupos, assim agasalhavam-se e protegiam-se mutuamente, mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que ofereciam mais calor. Por isso decidiram afastar-se uns dos outros, mas começaram a morrer de frio. Então precisaram de fazer uma escolha: ou desapareciam da Terra ou aceitavam os espinhos dos companheiros.."

É feita uma moral no final deste email. Mas sugiro que façam a vossa.

EM

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Pontos de vista

Antes de mais, quero celebrar a Libertação da antiga cara, para um nova e espero que melhor! Ainda estou em fase de habituação, e de exploração deste novo template.
Não podia deixar passar ao lado a "legalização" do casamento homossexual. Contudo irei abordar este tema sob influencia do episódio que vi ontem de How I Met Your Mother.
O Barney, para quem não sabe, é um personagem que todas as noites tem uma, ou mais, mulheres, não gosta de relacionamentos que possam eventualmente durar mais que uma noite. Tal como ele, é o seu irmão, sendo o oposto apenas na cor da pele e na sexualidade, pois é negro e homossexual. A parte do negro é uma história que não tem em nada haver com esta. Porém, este irmão apaixonou-se e mantém um relacionamento com outro homem, relação que Barney descobriu no episódio que vi ontem.
O que achei mais engraçado foi a reacção do Barney. Fica estupefacto: como dois irmãos, criados na mesma casa podem divergir tanto, e não é na questão da sexualidade, mas sim pelo irmão estar noivo!! Barney é totalmente contra o CASAMENTO, e ainda para mais com esta história de gays começarem a casar, todas as pessoas vão querer casar!!! - LOL
Com isto, acho que passei a mensagem. Sei que há pessoas que pensam de maneira diferente da minha e vou tentando aceitar... Vejo o casamento homossexual como um caminho para a igualdade. Não sou a favor do casamento como uma celebração do amor, mas sim como um contrato social. Tanto para homo como para heterossexuais. O que me deixa satisfeita, é a simples existência da lei, mesmo que homens e mulheres não se casem.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Tiquinho

"O Tico-Tico tá
Tá outra vez aqui
O Tico-Tico tá
comendo meu fubá
O Tico-Tico tem, tem que se alimentar
Que va comer é mais
minhoca e não fubá
 
Mas por favor, tire esse bicho do
celeiro
Porque ele acaba comendo o fubá inteiro
E nesse tico de cá, em
cima do meu fubá
Tem tanta coisa que ele pode pinicar
Eu já fiz tudo para
ver se conseguia
Botei alpiste para ver se ele comia
Botei um gato, um
espantalho e alçapão
Mas ele acha que fubá é que é boa
alimentação
 
Tico-Tico
O Tico-Tico tá
Tá outra vez aqui
O
Tico-Tico tá comendo meu fubá
O Tico-Tico tem, tem que se alimentar
Que va
comer é mais minhoca e não fubá"
 

Cantado por: Cármen Miranda

 
 

Não sei porque foi Tico. Sei que tinha um livro de contos e outras estórias, que incluía esta música! De qualquer dos modos, só a descobri depois do Tico ter ido lá para casa.

Pode parecer inacreditável ou impossível, mas o Tico nasceu há uns 13 anos (também não sei dizer ao certo, mas esta foi o tempo estimado por toda a família).

Por mais incrível que pareça, ele criou uma personalidade muito própria, bastante forte. Gosta de impor a sua posição e deixa bem claro, aquilo que quer. Claro que foi mudando com o passar do tempo. Na sua juventude era rebelde.

Particularmente rebelde, mas de certo que tinha um vinculo especial. Um dia, estavam o Tico e os seus irmãos (segundo me lembro: Baco e o Júnior) na varanda, com todo um mundo novo para descobrir, porém perigoso e provavelmente fatal. Os dois irmãos partiram à aventura, mas o Tico ficou. Este foi um dos episódios que me fez acha-lo mais incrível! E sinto que estava realmente apegado, a esta casa, a nós.

São mil mais duas estórias que tenho toda a felicidade de me recordar. Mas o melhor de tudo era quando ele pousava no meu ombro, cantava para mim e depois ia-se enrolar no meu cabelo.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Teoria do humor

Esta é uma teoria, uma das várias que tenho, que já venho a pensar há algum tempo. No entanto hoje estive à conversa com o C que é G…

Á parte do tema deste post, ele é uma pessoa com quem gosto bastante de conversar não só sobre coisas sérias como também sobre os meus pensamentos com um 'quê' de loucos.

… e esta conversa fez-me descobrir que a minha teoria não é tão descabida como pensava. O objecto de estudo é o gordo, pela minha experiência pessoal, defino-o como uma pessoa alegre, com boa disposição de espírito, amigo, divertido, com muito bom humor, enfim uma boa companhia. Por vezes surge na mente do gordo o pensamento de emagrecer, é ai que começa a metamorfose, difícil de evitar, mas não impossível! Julgo que seja comum a todos ou à grande maioria, que comer é um grande prazer, quando comemos ficamos satisfeitos, felizes, confortados.

Este sentimento de conforto, provavelmente resulta da altura em que o homem (gordo ou não) caçava, o período após a uma barrigada de Javali, era destinado provavelmente ao descanso e aproveitado para fruir daquele momento em clã.

Talvez seja por isso que o gordo tem as características que referi anteriormente, tudo provém dos seus hábitos alimentares. E é quando o gordo começa a emagrecer que está a questão, pois estes sentimentos resultantes do acto de comer deixam de ser tão frequentes e, o gordo, começa a ter pensamentos e atitudes (a que eu chamo) de magrinho, pessoa provavelmente frustrada, não tão simpática, com fraca capacidade de fazer piadas, sedentária de espírito…

Não quero com estas afirmações dizer nem que, todos os magrinhos tenham que ter necessariamente estas características, muito menos que o gordo não deva emagrecer fisicamente, apenas quero alertar para o facto de não deixar o seu espírito emagrecer. Aliás acho que devemos SEMPRE engordar o espírito, por dois motivos principais: 1º. Ser gordo de espírito faz bem à saúde e ao coração. 2º. A beleza de espírito é proporcionalmente inversa ao conceito comum (no mundo ocidental) de beleza física.


EM

sábado, 14 de novembro de 2009

Amizade, bem económico?

Para as participantes e comentadoras do meu blog (Joana e Margarida):


Podemos pensar de outra maneira, reparem:
Para estarmos com um amigo estamos a abdicar de fazer outra coisa qualquer. Ou seja: quando vamos todos juntos ao contraste estamos a abdicar de estar a estudar. Deste modo: o custo de oportunidade de irmos ao contraste é estudar. Quando ficamos em casa, estamos a abdicar de estar com os nossos amigos. Acho engraçado porque a economia prevê estas situaçãos e até um certo ponto analisa-as.
Do ponto de vista da economia, a amizade, o amor (entre outros) são bens económicos, pelo simples facto de terem um custo de oportunidade associado e como tal temos de gerir as nossas actividades de modo a escolhermos a melhor opção.